A esperança e a dor


Publicado em 23 de setembro de 2016

Nos últimos dias, pode-se dizer no último mês, três assuntos lideraram as conversas dos brasileiros: um impeachment, uma cassação de mandato e a morte de um ator famoso.

Na política, o impeachment e a cassação parecem nos dar um vislumbre de que dias melhores virão, pois esse parece ser um sinal de que está chegando o fim da impunidade e que o uso do dinheiro público será melhor acompanhado por instâncias superiores.

No dia a dia, a morte por sí só nos choca. Ela chega sem aviso e leva quem amamos.

Enquanto muitos vislumbram um futuro melhor, o fim da corrupção, a retomada do crescimento para nosso país, melhores oportunidades para todos, outros sofrem a perda de alguém, choram, não conseguem enxergar nesse momento e por muito tempo não conseguirão ter qualquer vislumbre de esperança, deixarão por um bom tempo para trás, as preocupações com as coisas do cotidiano que se tornam tão insignificantes diante da dor da perda.

No meio de tudo isso, na última quinta-feira começou a primavera. A natureza indiferente à tudo isso continua seu ciclo. Flores brotam, árvores se enchem de folhas, os dias ficam mais longos. O sol vai nascer e se pôr para todos nós, indiferente às nossas expectativas, alegrias ou lágrimas. E a única certeza que fica é que tudo isso vai passar, por mais feliz que seja, por mais triste que seja. Tudo vai passar.