Aulas estão suspensas em Iracemápolis em 2020


Publicado em 11 de setembro de 2020
Escolástica Bonin Denardi (coordenadora de Educação), prefeito Fábio Zuza e Geseli Alves da Silva (coordenadora de Saúde) (Foto: Divulgação)

Escolástica Bonin Denardi (coordenadora de Educação), prefeito Fábio Zuza e Geseli Alves da Silva (coordenadora de Saúde) (Foto: Divulgação)

Nesta semana, o Comitê Gestor do Plano de Prevenção e Contingenciamento em Saúde da Covid-19, composto por profissionais de diversas áreas, decidiu pelo não retorno das aulas presenciais nas escolas de Iracemápolis em 2020.

A decisão vale para todas as escolas municipais e se estende às estaduais.

Sobre escolas particulares, inclusive de cursos profissionalizantes, o Comitê ainda avalia a permissão do retorno e tomará a decisão sobre o tema na próxima semana.

EMBASAMENTO

Para tomar a decisão de não permitir o retorno, o Comitê ouviu profissionais das áreas de saúde e educação. Na última terça-feira (8), a Coordenadoria de Saúde encaminhou aos membros um documento onde recomenda o não retorno das aulas presenciais, em virtude de ocasionar aglomerações e colocar em risco profissionais que trabalham nas escolas e pertencem a grupos de risco de contágio do coronavírus.

“Com certeza a perda de aulas até o presente momento é preocupante, porém, não pode estar acima das medidas sanitárias de segurança, que prezam por evitar casos, agravamento e óbitos provocados pelo novo coronavírus”, diz o documento.

A equipe da Saúde alertou sobre os dados epidemiológicos. Em Iracemápolis, de março a setembro, foram 124 casos de covid-19 confirmados na faixa etária de 0 a 17 anos, o que representa 13,99% dos registros.

A coordenadora de Saúde, Geseli Alves da Silva, e a diretora de Vigilâncias em Saúde, Eliane Raetano, manifestaram preocupação sobre os leitos de UTI.

“Outro dado que nos deixa apreensivas são os leitos pediátricos na região. Temos hoje quatro leitos de UTI pediátrica em Limeira e três em Piracicaba, totalizando sete para o atendimento a todos os 26 municípios que compõe às redes de atenção à saúde”.

Dessa forma, como foi dado autonomia aos Municípios para optar pelo retorno ou não das aulas, a Coordenadoria de Saúde se posicionou contrária ao retorno, e os membros do Comitê concordaram com a decisão.

DIÁLOGO COM OS PAIS

A Coordenadoria de Educação abriu diálogo e fez um levantamento com pais e/ou responsáveis de alunos. Em pesquisa, apurou que apenas 6,98% querem o retorno das aulas presenciais, ao passo que 77,16% optam em seguir com o ensino remoto. No levantamento, 15,86% não opinaram.

Outro levantamento, feito entre a comunidade escolar, composta por professores e outros profissionais do setor, mostrou que, em maioria, a opção também é pelo não retorno durante a pandemia.

O prefeito Fábio Zuza informou que o tema foi avaliado pelo Conselho Municipal de Educação, que também entendeu que o mais correto é não retornar no momento.

A coordenadora de Educação, Escolástica Bonin Denardi, informou que há um número considerável de profissionais em grupos de risco, com idade avançada ou doenças pré-existentes.

ENSINO À DISTÂNCIA

Dessa forma, o ensino seguirá à distância neste final de 2020.

Dentro do contexto, a Coordenadoria de Educação avalia o ensino de forma positiva, com as escolas utilizando diversos meios digitais e mantendo contato com a Diretoria Regional de Ensino para temas correlatos.

As escolas também utilizam materiais impressos, entregues aos pais com agendamento, para complemento das atividades fornecidas digitalmente.

“Em levantamento com pais e/ou responsáveis, apurou-se que a grande maioria está satisfeita com o método de ensino atual, levando em conta os perigos da pandemia, e a Coordenadoria de Educação entende que o trabalho pedagógico dos professores está a contento”, concluiu a coordenadora.