Crianças sonham em ver Brasil ganhar a Copa do Mundo pela primeira vez na vida


Publicado em 6 de julho de 2018
 Lays tem 9 anos e está animada para comemorar o hexa: “Não vejo a hora!” (Foto: Arquivo Pessoal)

Lays tem 9 anos e está animada para comemorar o hexa: “Não vejo a hora!” (Foto: Arquivo Pessoal)

“Todo mundo tenta, mas só o Brasil é Penta!” Há 16 anos esta frase ecoava por todos os cantos do Brasil em comemoração ao nosso 5º título mundial de futebol, conquistado no dia 30 de junho de 2002 no Japão. Na ocasião a seleção derrotou a Alemanha por 2×0 e sagrou-se o único time a ganhar cinco Copas do Mundo. Quem viveu para ver este jogo certamente se lembra da alegria que foi ver o capitão, Cafú, levantar a taça. Quem ainda não havia nascido e hoje tem menos de 16 anos não sabe o que é a emoção de ser o campeão do mundo, o que torna o sonho do hexa muito maior para estes jovens brasileiros.

Maria Vitória Hosana de Oliveira Silva, 13, está cheia de esperança. “Lembro bem da primeira copa que assisti, foi em 2010, era bem pequenina. Eu não entendia nada, mas vibrava junto com minha família. Nessa copa de 2018 a emoção é ainda maior, o hexa seria uma coisa incrível e eu não me esqueceria a primeira vez que vi meu Brasil ser campeão mundial”, declara.

Eduarda Martins, 10, compartilha da mesma expectativa. “Estou torcendo muito. Acho que o Brasil vai ganhar e vai ser muito legal comemorar o hexa”, declara.

Já a pequena Lays Melotti, de 9 anos, vai além e imagina como serão as comemorações. “Acho que vai ser feriado. Imagino as pessoas festejando com a camiseta do Brasil.Todos muito felizes. Não vejo a hora”, diz.

DESDE 1958

Em contrapartida, há quem tenha visto todos os títulos da nossa seleção. É o caso do aposentado, Moisés Mello, 67, que se lembra muito bem da emoção de ver o Brasil campeão desde o primeiro título em 1958 e, viu brilhar grandes craques como Pelé, Garrincha, Rivelino, Sócrates, Romário e Ronaldo. Ele destaca a Copa mais marcante para ele. “Acompanhei todos os títulos do Brasil, mas o que mais me marcou foi o de 70. Eu tinha 19 anos e estávamos em plena ditadura militar. O país passava por um período difícil de muitas mudanças e o futebol foi um refúgio para o povo que se uniu para ver a seleção jogar”, lembra.

O aposentado compara a situação ao atual momento do Brasil. “Vejo uma leve semelhança nesta copa, pois o Brasil também passa por momentos delicados na política e o futebol está servindo de escape para que o povo se alegre em meio a tantos problemas. O que mais gosto na Copa é ver o povo unido para torcer. O futebol quebra barreiras sociais, religiosas, entre tantas outras e isso é bonito de se ver “, destaca.

BRASIL x BÉLGICA

Hoje Vitória, Eduarda, Lays, seu Moisés e milhões de brasileiros estarão unidos na torcida pela nossa seleção que disputa uma vaga na semi-final contra a Bélgica. Seu Moisés arrisca um palpite: “Vai ser um jogo muito difícil, mas vamos ganhar! Acredito no Hexa!”, afirma.

O jogo é às 15h no horário de Brasília.