Enquanto aguarda processo de adoção, mulher compõe música e se diz “grávida do coração”


Publicado em 12 de janeiro de 2018
Silvana: “Esta (a música) foi a maneira da minha alma traduzir o nosso sentimento” (Foto: Arquivo pessoal)

Silvana: “Esta (a música) foi a maneira da minha alma traduzir o nosso sentimento” (Foto: Arquivo pessoal)

“Você não tem o meu DNA, mas quem precisa disso pra amar?”, é o que diz o refrão da música composta pela supervisora de vendas, Silvana Grandezi Galucci Scarpa, 31, em homenagem ao filho que irá adotar. Silvana e o marido, o encarregado de frota, Rodrigo Fernando Scarpa, 38, decidiram adotar uma criança após descobrirem que não podiam ter filhos por meios naturais.

Habilitados desde junho de 2017, o casal aguarda a chamada para conhecer a criança a ser adotada e se diz “grávidos do coração”. Enquanto aguarda a chamada para efetivar a adoção, a mulher compôs uma canção que exalta o amor já existente pelo filho que ainda não conhece.

Silvana conta que em nove anos de casamento nunca se preveniu para evitar uma gravidez, pois ela e o marido desejavam um filho desde o início da relação, mas com o passar dos anos ao perceberem a dificuldade em engravidar, o casal procurou uma médica. Após exames que diagnosticaram a mulher com ovários policísticos e o marido com varicoceles, e diante do grande desejo de serem pais, eles chegaram a considerar opções como tratamentos e inseminação artificial, mas optaram por adotar uma criança.

O casal deu entrada no processo de adoção no dia 25 de maio de 2017, exatamente no dia nacional da adoção, e foi aprovado um mês depois, desde então Silvana e Rodrigo aguardam a chamada para efetivar a adoção, e se dizem “grávidos do coração”.

Para lidar com a ansiedade, o casal promove o tema através de materiais como camiseta e colares com o símbolo da adoção e participa de ações sociais que ajudam lares de acolhimento. “Desta maneira o tempo está passando, a ansiedade foi curada e a cada dia que passa curtimos ainda mais esta nossa ‘gravidez do coração'”, comenta.

DECISÃO

Silvana conta que o tema adoção não é um assunto novo em sua vida. Em 2002, seu pai desenvolveu um projeto voltado para o tema, o que a familiarizou com a ideia.

“É algo que já esteve em minha vida antes. Já tive casos na família e muitos amigos que já tinham passado por este processo. Quando detectamos nossa dificuldade em ter filhos biológicos, lembramos que não precisaríamos de barriga, para nos sentir pais e que não era necessário ter o mesmo DNA para amar”, conta.

O casal começou então uma maratona de preparação para a chegada do filho que envolveu inclusive a reforma da casa. Entre as dificuldades a superar, a espera e os critérios de escolha foram os mais difíceis para Silvana. “A ansiedade tomou conta de mim. Não é fácil lidar com a notícia de que existe um tempo de espera, decidir sexo, cor, idade e quais doenças você aceita ou não. Mas é necessário a busca por informações, participação nos grupos de apoio e sempre seguir as orientações técnicas da comarca para um processo saudável “, explica.

MÚSICA

Para expressar a alegria em poder realizar o sonho da maternidade, Silvana, que tem uma forte ligação com a música, compôs uma canção chamada “Filho do coração – adoção” . Ela gravou a música e postou o clipe no YouTube. “Esta foi a maneira da minha alma traduzir o nosso sentimento”, declara.

Click aqui para ver o vídeo.

EXPECTATIVA

Sobre a expectativa para o dia em que finalmente conhecerá a criança escolhida, Silvana declara: “Imagino que o momento de o telefone tocar, será como as contrações e o rompimento da bolsa, a ida ao fórum para conhecer nosso filho(a) será como o nascimento, pois mesmo não nascendo de mim, nasceu para mim”.

O clipe da música, “Filho Amado”, pode ser visto ao acessar o endereço www.you
tube.com/channel.