Jornal de boas notícias


Publicado em 3 de fevereiro de 2017

Faz um bom tempo, na verdade anos atrás que penso o quão seria bom se tivéssemos uma imprensa do bem. Apesar de muitos acharem uma utopia, coisa de gente que acredita em duende, tenho convicção de que isso é plenamente possível. Qual foi então a minha surpresa quando estava navegando pelo site do jornal Folha de São Paulo, e me deparei com um link chamado ‘dias melhores’. Trata-se de uma seção com notícias positivas. Segundo o próprio jornal ‘o intuito é oferecer informações positivas e inspiradoras, que podem levar a decisões que mudem para melhor a vida de uma pessoa ou de um grupo ou servir como incentivo a boas ações’.

Estampar uma manchete como ‘Anônimo de ‘coração bom’ devolve bolsa com R$1.640,00 achada no metrô’ pode servir de exemplo para que outras pessoas tomem a mesma atitude se envolvidas numa situação parecida. A notícia apesar de parecer fútil, pode disseminar o bom comportamento, a ideia de que se ‘o outro’ é honesto eu também posso.

Estamos acostumados a diariamente sermos atingidos no fígado, na alma. Somos judiados mentalmente a todo o momento por armamentos pesados, de grosso calibre. E os instrumentos usados para nos atingir com as agruras são variados: rádios, jornais, televisão, internet. Temos também ‘armas químicas’ vulgarmente chamadas de ‘mobile’ como celulares e tablets.

De tanta notícia ruim as pessoas começam a ficar neuróticas e os sintomas vão se agravando com o tempo. Alguns depois de um tempo de exposição não conseguem mais se desvencilhar e acabam por ficar birutas. Só pensam no ladrão que virá lhe roubar seus pertences, na tragédia que poderá acontecer com seus familiares, no país que jamais irá entrar no eixo com sua política de escândalos. Começam a não ter vida! São totalmente influenciadas pelas más notícias!

Talvez de a imprensa mudasse o viés poderíamos ter um mundo um pouco mais calmo, mais otimista, mais alegre. “Abacate, banana, goiaba, limão, maracujá, morango, tangerina, abóbora, abobrinha, alface, batata-doce, beterraba, cebola, brócolis, cebolinha, cenoura, chuchu, couve, repolho, tomate, vagem, espinafre e salsa. A partir deste ano 130 mil estudantes do Distrito Federal terão a merenda escolar reforçada com alimentos comprados da agricultura familiar”. Está lá no sonoticiaboa.com.br…