Mulher Maravilha


Publicado em 14 de julho de 2017

Depois de ouvir que o filme Mulher Maravilha está sendo um sucesso de bilheteria, superior ao filme Batman x Superman resolvi assisti-lo, mas tenho que confessar que detestei.

Não me levem a mal, mas eu nasci nos anos setenta… eu esperava encontrar na telona alguém tão linda quanto a lindíssima Linda Carter, a Mulher Maravilha da série que fez sucesso no Brasil de 1976 até mais ou menos 1982 ou 1984, se não me engano.

Gente, aquela mulher era maravilhosa. Que menina não sonhou ser aquela mulher maravilha um dia?

Outra coisa, no filme do cinema não tem o avião invisível!!! Como assim? Que criança não queria pilotar aquele avião?

O laço da Mulher Maravilha dos tempos atuais também é muito tecnológico, muito brilhante e as lutas dela são muito acrobáticas, perdeu a elegância dos anos 70.

Só sei que passei duas horas frustantes no cinema e saí com a pergunta: será que estou ficando velha? Onde estão os homens maus rústicos, com suas armas obsoletas? Para onde foi o cenário simples, nada fictício da série? E aquele rodopio elegantérrimo da Diana acompanhado daquela bola gigante de luz para se transformar em Mulher Maravilha?

Outra decepção foi o traje da heroína moderna. Nada a ver com aquela roupa que valorizava o corpinho violão da Diana dos anos 70. Toda menina daquela época queria uma roupa daquela!

Ao final, o que valeu foi a pipoca. Nos anos 70 eu comi muita pipoca assistindo a série Mulher Maravilha. Pipoca estourada na panela, no óleo mesmo. Depois colocava sal, ia tudo pra tigela de plástico e eu e a tigela ficávamos no sofá sonhando em ser a Linda Carter, a Mulher Maravilha quando crescer. Nada da tecnológica pipoca de micro-ondas dos dias de hoje. Pelo menos a pipoqueira do cinema é parecida com a de antigamente.

Será que estou ficando velha?