Proclamação da República completa 129 anos no dia 15 de novembro


Publicado em 9 de novembro de 2018
 Marechal D. da Fonseca: proclamador da República e 1º presidente do Brasil  (Foto: Domínio Público)

Marechal D. da Fonseca: proclamador da República e 1º presidente do Brasil (Foto: Domínio Público)

Dia 15 de novembro é comemorado o “Dia da Proclamação da República”, que em 2018 completa 129 anos. A data marca um grande avanço em direção à democracia no Brasil.
A criação da nova forma de governo, a “República Federativa Presidencialista”, fez com que o país deixasse de ser governado pela monarquia e passasse a ser comandado por um presidente escolhido pelo povo através de eleições.

A CRISE NA MONARQUIA

Na década de 1880, a monarquia brasileira estava em crise e perdia o apoio das bases econômicas, religiosas e sociais. Agravaram a situação a interferência de D. Pedro II em assuntos religiosos, que provocou o descontentamento da Igreja Católica, a corrupção na corte criticada pelo Exército e o descontentamento dos militares, que eram proibidos de se manifestar sem autorização do Império.

Além disso, o povo temia que após a morte de D. Pedro II, quando sua filha, a Princesa Isabel, subisse ao Trono, o país fosse governado por seu marido, o príncipe Conde D’Eu, um francês com fama de arrogante que era dono de cortiços no Rio de Janeiro.

A classe média estava crescendo nas grandes cidades e exigia mais participação nos assuntos políticos. Foi a classe que mais apoiou o fim do império, por se identificar com os ideais republicanos.
A monarquia também perdeu apoio dos proprietários rurais, que já tinham grande poder econômico e desejavam mais poder político.

Doente, criticado e sem apoio, D. Pedro II estava cada vez mais afastado das decisões políticas, e o movimento republicano ganhou força.

A PROCLAMAÇÃO

Em 15 de novembro de 1889, o Marechal Deodoro da Fonseca, com apoio dos republicanos, assinou o manifesto proclamando a “República no Brasil” e instalou um governo provisório.
Após 67 anos, a monarquia acabou no Brasil e a família real foi para a Europa, deixando o país sob o governo de seu primeiro presidente, justamente o Marechal Deodoro.