SCPC: Apesar da crise a inadimplência no comércio local se mantém estável


Publicado em 3 de agosto de 2018

O Serviço de Proteção ao Crédito (SCPC) de Iracemápolis registrou no primeiro semestre de 2018 uma situação praticamente estável no número de inclusões deste ano de CPFs. Segundo os dados do SCPC, foram feitas 308 inclusões no primeiro semestre deste ano contra 305 no mesmo período de 2017. Já as exclusões, que significam a quitação da dívida por parte do consumidor, diminuiram: foram 153 em 2018 contra 157 no mesmo período de 2017.

O SCPC destaca que o banco de dados tem como base apenas os registros efetuados pelas empresas associadas à Associação Comercial de Iracemápolis (ACIAI).

A responsável pelo SCPC, Daniela Z. Fuzatto, orienta sobre a importância dos comerciantes registrarem os débitos no banco de dados para o fortalecimento do mesmo. Daniela ainda comenta que com a queda da lei do aviso de recebimento (AR) em dezembro de 2017, o processo para a negativação ficou mais simples e acessível. “A lei inibia um pouco os associados a registrarem os débitos no banco de dados por conta da carta de aviso, que encarecia e tornava o processo um pouco mais lento”, explica.

Daniela ainda salientou a importância de registrar o débito com no máximo 90 dias de atraso, pois a demora na negativação gera uma dificuldade maior na recuperação do crédito posteriormente.

A ACIAI que representa os comerciantes associados da cidade de Iracemápolis avalia a diminuição das exclusões de débitos como um reflexo da crise econônica que vem assolando o país. O presidente da ACIAI, Sr. Carlos José Fedato cita que para ele as pessoas deixaram de pagar as dívidas não por falta de vontade e sim por falta de condições. “Enquanto não tivermos uma recuperação dos empregos e melhoria na economia não teremos indicadores favoráveis. Infelizmente a economia do país vem se arrastando sem perspectivas de crescimento.Os comerciantes estão lutando, são muitos impostos e burocracias que precisam ser enfrentadas diariamente. Precisamos acreditar cada vez mais em nosso potencial e buscar novas soluções para vencermos esta difícil realidade”, finaliza.