Vereadores e representante do Banco Santander se reúnem por conta de Moção de Repúdio


Publicado em 17 de novembro de 2017
Moção de Repúdio à exposição “Queermuseu- Cartografias da Diferença na Arte Brasileira”, foi aprovada por unanimidade na Câmara Municipal de Iracemápolis (Foto: Assessoria de Imprensa da CMI)

Moção de Repúdio à exposição “Queermuseu- Cartografias da Diferença na Arte Brasileira”,
foi aprovada por unanimidade na Câmara Municipal de Iracemápolis (Foto: Assessoria de Imprensa da CMI)

A Câmara Municipal de Iracemápolis recebeu no último dia 9 o representante do Banco Santander, Thiago Simões Menali, que veio a cidade prestar contas aos vereadores a respeito de uma Moção de Repúdio ao banco aprovada no mês de setembro pelos parlamentares da Casa.

A Moção de Repúdio de autoria dos vereadores Clécimo Lopes (PSD) e William Mantz (PSD), ao Banco Santander e ao Governo Federal, que através do Ministério da Cultura financiou a exposição “Queermuseu – Cartografias da Diferença na Arte Brasileira”, foi aprovada por unanimidade pelos vereadores iracemapolenses.

“O que foi visto se caracteriza como uma afronta aos bons costumes e as famílias, bem como a fé de milhares de pessoas que foram expostas as terríveis cenas. Diante de tanta falta de respeito, quem é mesmo intolerante? Quem afronta aos princípios? Quem a qualquer custo deseja destruir os valores éticos e morais?”, questiona Missionária Elaine, presidente da Câmara.

Em resposta oficial o Santander enviou seu representante a cidade e disse que recebeu diversas manifestações críticas sobre a exposição, desculpando-se pelo transtorno. “Pedimos sinceras desculpas a todos os que se sentiram ofendidos por alguma obra que fazia parte da mostra. O objetivo do Santander Cultural é incentivar as artes e promover o debate sobre as grandes questões do mundo contemporâneo, e não gerar qualquer tipo de desrespeito e discórdia. Ouvimos as manifestações e entendemos que algumas das obras da exposição Queermuseu desrespeitavam símbolos, crenças e pessoas, o que não está em linha com a nossa visão de mundo. Quando a arte não é capaz de gerar inclusão e reflexão positiva, perde seu propósito maior, que é elevar a condição humana”, explicou.