Eliane fala sobre possível epidemia de dengue
Publicado em 13 de março de 2020
Com o período de chuva, aliado ao calor da época, profissionais de saúde de todo o país estão preocupados com a proliferação do Aedes aegypti, o mosquito transmissor da dengue.
É certo afirmar que existe uma epidemia da doença em diversas regiões. E desde que um novo sorotipo da doença voltou a circular (tipo 2), o número de pessoas infectadas vem crescendo.
A diretora da Vigilância Sanitária e Epidemiológica da Prefeitura, Eliane Raetano, informa que a situação é preocupante e pode piorar. “Ocorre que, historicamente, o pico da dengue costuma acontecer em abril, em função do período chuvoso e outros fatores”, explica.
Municípios vizinhos já se deparam com o alto número de casos, e a região deve ficar em alerta. “Em Iracemápolis, temos sete casos confirmados de 1 de janeiro a 11 de março. Não é muito se comparado a outras realidades, mas o quadro pode mudar se não seguirmos uma série de situação preventiva”, completa.
Para isso, ela pede a colaboração da população em ações de prevenção, pois, como costuma dizer, “enfrentar a dengue é um desafio coletivo”.
“O mosquito transmissor põe ovos em água parada limpa. Então, evite acumular água em vasinhos de plantas, pneus, garrafas, limpe as caixas d’água e mantenha terrenos em ordem”, orienta.
MUTIRÃO
Para ampliar as ações de prevenção, a profissional informa que a Prefeitura está organizando um mutirão para o mês de abril, que vai percorrer todos os bairros.
“Estamos fechando a programação junto com o prefeito Fábio Zuza e com diversos profissionais, sob coordenação do setor municipal de Saúde. Assim que definirmos a melhor data, vamos dar publicidade ao mutirão”, relata.
“A dengue é uma doença que mata, mas que pode ser evitada”, conclui.