Proteção contra a bronquiolite: nirsevimabe está disponível nas unidades de saúde
Publicado em 16 de março de 2026
A Prefeitura de Iracemápolis, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, iniciou a aplicação do nirsevimabe, um anticorpo monoclonal indicado para a prevenção de casos graves de bronquiolite em bebês e crianças menores de 2 anos (até 1 ano, 11 meses e 29 dias). A solicitação do imunizante deve ser feita nas unidades de saúde do município, mediante apresentação da documentação comprobatória.
O nirsevimabe oferece proteção imediata por até seis meses e pode reduzir entre 75% e 80% das internações causadas pelo Vírus Sincicial Respiratório (VSR), principal responsável pela bronquiolite e por outras infecções respiratórias graves em recém-nascidos e crianças pequenas, especialmente entre aquelas consideradas de maior risco.
De acordo com os critérios estabelecidos pelo Ministério da Saúde, podem receber o anticorpo crianças prematuras e crianças com comorbidades específicas.
Crianças prematuras (durante todo o ano):
Nascidas com até 36 semanas e 6 dias de gestação;
Com menos de 6 meses de idade.
Crianças com comorbidades (período de administração entre fevereiro e agosto):
Crianças com menos de 24 meses de idade (até 1 ano, 11 meses e 29 dias).
Entre as comorbidades elegíveis estão doença pulmonar crônica da prematuridade (broncodisplasia), cardiopatia congênita, anomalias das vias aéreas, doença neuromuscular, fibrose cística, imunocomprometimento grave (inato ou adquirido) e Síndrome de Down, conforme os CIDs especificados no informe técnico.
Bebês que iniciaram o esquema de proteção com palivizumabe devem completá-lo com o mesmo anticorpo. Já as crianças que não receberam e que se enquadram nos critérios podem receber o nirsevimabe. Pais e responsáveis devem procurar a unidade de saúde para verificar a elegibilidade.
A enfermeira da Vigilância Epidemiológica, Olivia Baialuna, explica que o anticorpo oferece proteção imediata.
“É uma defesa pronta a partir do momento em que é aplicada no bebê. Diferente das vacinas, não é necessário aguardar o organismo reagir ao estímulo para produzir a proteção”, destaca.
