ARIL realiza palestra sobre a conscientização do autismo


Publicado em 6 de abril de 2018
Giovana Tavares, coordenadora da ARIL, fala aos presentes durante evento (Foto: Divulgação)

Giovana Tavares, coordenadora da ARIL, fala aos presentes durante evento (Foto: Divulgação)

A ARIL (Associação de Reabilitação Infantil Limeirense) de Iracemápolis realizou na última segunda-feira (2) um encontro de conscientização sobre Autismo, ministrado pela psiquiatra infantil Dra. Lia Mara Biason. O evento marcou o Dia Mundial da Conscientização do Autismo, comemorado no dia 2 de abril.

Atualmente, estima-se que 70 milhões de pessoas no mundo todo possuem algum tipo de autismo. Os dados são da OMS (Organização Mundial de Saúde). No Brasil, esse número passa para 2 milhões e vem crescendo a cada ano.

Segundo a psiquiatra, o Autismo também conhecido como Transtornos do Espectro Autista (TEA ), são transtornos que causam problemas no desenvolvimento da linguagem, nos processos de comunicação, na interação e comportamento social.

DIAGNÓSTICO

Segundo explicação do médico Dr. Dráuzio Varella, em seu site oficial, o diagnóstico é essencialmente clínico, leva em conta o comprometimento e o histórico do paciente e norteia-se pelos critérios estabelecidos por DSM–IV (Manual de Diagnóstico e Estatística da Sociedade Norte-Americana de Psiquiatria) e pelo CID-10 (Classificação Internacional de Doenças da OMS).

DESAFIOS

Especialistas e familiares de autistas afirmam que o preconceito por falta de informações sobre o assunto é um dos maiores desafios para os portadores do TEA.

A dona de casa, Mônica Cristina Silveira Santos, 35, conta que por diversas vezes presenciou situações onde a filha autista, Lorenza, 3, foi alvo de preconceito. “Tudo é muito difícil quando a deficiência não é física e sim de comportamento. No começo do ano estávamos em uma loja e, não sei se foi por causa do lugar muito cheio de coisas ou de gente, minha filha começou se jogar no chão e gritar. As pessoas começaram a olhar e minha mãe saiu com ela, aí enquanto eu pagava a conta, uma senhora no caixa disse que era falta de chinelo. Expliquei a situação e ela disse que agora é assim mesmo, toda mãe tem uma doença pra filho sem educação”, declara.

TRATAMENTO

Varella explica que até o momento, autismo é um distúrbio crônico, mas que conta com esquemas de tratamento que devem ser introduzidos tão logo seja feito o diagnóstico e aplicados por equipe multidisciplinar.

ARIL IRACEMÁPOLIS

A coordenadora da ARIL, Giovana Tavares, relata que atualmente a organização atende oito crianças com autismo. O atendimento é feito diariamente e os usuários são atendidos por uma equipe interdisciplinar, onde considera-se as potencialidades, as dificuldades, a idade e o grau do Autismo.

Segundo, a coordenadora, o programa tem como objetivos favorecer o desenvolvimento da criança com autismo, propiciando sua integração na família e na comunidade e proporcioná-los uma vida significativa e tão próxima do normal quanto possível.

“Procuramos acolher e orientar as famílias, tendo em vista que estas enfrentam sérios obstáculos e discriminação para que possam exercer seu direito de cidadania. O trabalho também visa estimular e desenvolver habilidades bio-psico, social, educacional e profissional. Diminuir comportamentos inadequados e prepara-los e treiná-los para futura independência em atividade de vida diária e atividades da vida prática”, explica.