Câncer infantil: Diagnóstico precoce aumenta em 80% as chances de cura


Publicado em 24 de fevereiro de 2017

Vinícius Figueiredo
Especial para a Gazeta

“Dia Internacional da Luta Contra o Câncer Infantil” é comemorado em 15 de fevereiro (Foto: Reprodução Internet)

“Dia Internacional da Luta Contra o Câncer
Infantil” é comemorado em 15 de fevereiro (Foto: Reprodução Internet)

No último dia 15 foi comemorado o “Dia Internacional da Luta Contra o Câncer Infantil”. A data foi criada para incentivar os exames e lembrar que com o diagnóstico precoce as chances de cura são de até 80%. O câncer infantil corresponde a um grupo de várias doenças que têm em comum a proliferação descontrolada de células anormais e que pode ocorrer em qualquer local do organismo. Os tumores mais frequentes na infância e na adolescência são as leucemias (que afeta os glóbulos brancos), os do sistema nervoso central e linfomas (sistema linfático).

É difícil reconhecer imediatamente o câncer em crianças, uma vez que os sintomas podem sobrepor-se às doenças e ferimentos comuns da infância. As crianças muitas vezes ficam doentes ou têm hematomas que podem mascarar os sinais precoces do câncer. Os pais devem levar seus filhos a consultas clínicas regulares e estar atentos a qualquer sinal ou sintoma incomum que persista.

Assim como em países desenvolvidos, no Brasil, o câncer já representa a primeira causa de morte (8% do total) por doença entre crianças e adolescentes de 1 a 19 anos.

Segundo o INCA( Instituto Nacional de Câncer) estima-se que ocorrerão cerca de 12.600 casos novos de câncer em crianças e adolescentes no Brasil em 2017. As regiões Sudeste e Nordeste apresentarão os maiores números de casos novos, 6.050 e 2.750, respectivamente, seguidas pelas regiões Sul (1.320), Centro-Oeste (1.270) e Norte (1.210).

Tratamento

Nas últimas quatro décadas, o progresso no tratamento do câncer na infância e na adolescência foi extremamente significativo. Hoje, em torno de 80% das crianças e adolescentes acometidos de câncer podem ser curados, se diagnosticados precocemente e tratados em centros especializados. A maioria deles terá boa qualidade de vida após o tratamento adequado. Fonte: www2.inca.gov.br