Iracemápolis registra 46 casos de violência contra a mulher no primeiro semestre


Publicado em 10 de agosto de 2018
 Denúncias podem ser feitas em qualquer delegacia ou através do telefone 180 (Foto: Reprodução Internet)

Denúncias podem ser feitas em qualquer delegacia ou através do telefone 180 (Foto: Reprodução Internet)

Um levantamento feito pela Delegacia de Polícia de Iracemápolis apontou que de janeiro a junho deste ano foram registradas 46 ocorrências de violência contra a mulher. Destas 46, foram efetuadas quatro prisões em flagrante.

A ONU (Organização das Nações Unidas) define a violência contra a mulher como “qualquer ato de violência que resulte em, ou que potencialmente resulte em, danos físicos, sexuais, psicológicos ou qualquer tipo de sofrimento nas mulheres”.

MEDO

Muitas vítimas deixam de denunciar o agressor por medo. É o caso da promotora de captação, Bárbara Neves, 31, (nome fictício).

Ela conta que teve medo após denunciar o ex-companheiro, alcoólatra e usuário de drogas, com quem viveu por sete anos e acabou voltando com ele. “Ele dizia que ia me matar. Eu tinha medida protetiva, mas tinha muito medo, então sempre cedia ao que ele queria”, conta.

O advogado Rafael Rigo, sócio da GPR Sociedade de Advogados, explica o que deve ser feito em casos como este. “Se a mulher achar que a sua vida ou a de seus familiares (filhos, pais etc.) está em risco, ela pode procurar ajuda em serviços que mantêm casas-abrigo, que são moradias em local secreto onde a mulher e os filhos podem ficar afastados do agressor”, orienta.

DENÚNCIA

O advogado explica ainda como deve ser feita a denúncia. “Se for registrar a ocorrência na delegacia, é importante contar tudo em detalhes e levar testemunhas, se houver, ou indicar o nome e endereço delas”, enfatiza.

“As mulheres que sofrem violência podem procurar qualquer delegacia, mas é preferível que elas se dirijam às Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (DEAM), também chamadas de Delegacias da Mulher (DDM). Há também os serviços que funcionam em hospitais e universidades e que oferecem atendimento médico, assistência psicossocial e orientação jurídica. A mulher que sofreu violência pode ainda procurar ajuda nas Defensorias Públicas e Juizados de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher, nos Conselhos Estaduais dos Direitos das Mulheres e nos centros de referência de atendimento à mulheres”, completa.

É possível ainda registrar uma denúncia através da Central de Atendimento à Mulher ligando para o serviço da Secretaria de Políticas Para as Mulheres através do telefone 180.