Pães são jogados no lixo em escola e vereador denuncia


Publicado em 26 de outubro de 2018

Um vídeo postado pelo vereador Clécimo Lopes (PSD) em sua rede social na última sexta-feira (19) mostrou diversos sacos de pães que foram jogados no lixo na E.E.Cesarino Borba.

Clécimo disse que tomou conhecimento do fato por meio de uma denúncia anônima de um munícipe que viu o momento em que os pães eram descartados. Ele foi até o local e constatou a veracidade da denúncia. Em seguida gravou um vídeo e postou em sua página no Facebook.

O vereador se diz contrário a medida que proíbe os funcionários e professores de se alimentarem da merenda escolar. “Não concordo com a atitude de jogar fora. A culpa não é das merendeiras, nem dos funcionários, mas de uma gestão que prefere jogar a comida no lixo do que dar para os funcionários, e assim as orienta ao descarte. É simplesmente indefensável uma política desta maneira. Desde o começo desta decisão, fiquei imensamente triste de saber que estavam proibindo nossos professores de ‘tomar a sopa na escola’. Se somar toda a comida que é jogada ainda hoje, o prato dos professores e funcionários não faria a diferença. Para mim é desumano”, disse Clécimo em sua publicação.

O parlamentar fez um requerimento sobre o assunto e afirmou que continua recebendo denúncias de desperdício.

O programa que proibiu professores e funcionários de comerem a merenda nas escolas, foi implantado pela Coordenadoria de Educação em outubro de 2017 e gerou muita discussão. Na época a Prefeitura explicou que a medida foi tomada baseada em uma orientação do MEC (Ministério da Educação) de acordo com a Lei Federal Nº 11.947, e tinha como objetivo gerar uma economia de R$ 480 mil por ano.

RESPOSTA

Procurada pela reportagem para comentar o ocorrido da semana passada, a Coordenadoria de Educação informou que foi um fato isolado. “Desde o início da implantação do programa de mais controle sobre a merenda, seguindo diretrizes do MEC, não há identificação de desperdício de alimento nas escolas. Por meio do departamento que administra a merenda escolar, a Coordenadoria de Educação buscou diálogo com as merendeiras da Escola Estadual Cesarino Borba, que trabalhavam no período, para apurar o caso. As funcionárias pediram desculpas pelo ocorrido, uma vez que o descarte (que não é o procedimento a ser adotado) não foi comunicado nem à direção da escola nem ao departamento competente”, diz a nota enviada a imprensa.