Reforma trabalhista


Publicado em 17 de novembro de 2017

Começou a valer no último sábado (11) as novas regras da Reforma Trabalhista aprovava pelo Congresso e sancionada pelo presidente Michel Temer.

Embora os direitos garantidos na Constituíção não possam sofrer alterações, muitas outras mudanças foram feitas na CLT (Consolidação das Leis do Trabalho). Mais de cem novas regras foram acrescentadas às leis trabalhistas, enquanto outas sofreram alterações.

A reforma não foi vista com bons olhos por grande parte dos brasileiros, especialmente pela classe trabalhadora e pelos sindicalistas, visto que muito se diz que as novas regras beneficiam o empregador em detrimento ao empregado.

Agora as relações de trabalho terão maior fleixibidade para serem “negociadas” o que dá liberdade para que empregado e empregador decidam o que é melhor no contexto de trabalho.

“As novas regras modernizam as relações do trabalho tendo como premissas a valorização do diálogo, a segurança jurídica e a redução da burocracia”, disse o presidente da Confederação Nacional da Indústria, Robson Braga de Andrade, ao Portal R7.

Já o ministro do trabalho, Ronaldo Nogueira disse que “a modernização da legislação trabalhista vai permitir a criação de milhões de novas vagas de emprego no médio e longo prazos. Haverá, sem dúvida, melhora no ambiente de negócios, o que estimulará novas contratações”, isso porque agora as regras que tratam sobre demissão de funcionários ficam mais flexíveis para os empregadores.

A classe trabalhadora porém teme que a possibilidade de barganha entre empregado e empregador possa se sobrepor a legilação trabalhista prejudicando assim o trabalhador.

Outro problema é a não obrigatoriedade de contribuíção com os sindicatos que passa a ser opcional, podendo deixar o trabalhador de certa forma “desamparado”.

Esses e outros pontos da Reforma Trabalhista causaram dúvidas nos brasileiros e por que não dizer, medo? Agora resta esperar para ver os resultados das mudanças e torcer para que os resultados não sejam negativos, principalmente para a classe trabalhadora, pois é comum que a corda arrebente para o lado mais fraco.