Dona esperança II


Publicado em 20 de janeiro de 2017

…‘Porque a esperança é a última que morre’. E se não fosse assim o que faríamos nas horas mais difíceis? A crise é geral. Por onde passo, de cada três pessoas duas estão lamentando o ano complicado que ficou para trás. Dois mil e dezessete começa a se mostrar mais ou menos no mesmo nível do ano anterior. Sem dúvidas os desafios serão iguais ou no mínimo muito parecidos.

Há quem se desespere nesses momentos. Há quem entende que esse momento é passageiro e aproveita para refletir sobre os caminhos até aqui trilhados. Seria esse o tempo para mudarmos os rumos do vento?

Um ‘filósofo Iracemapolense’ disse ao meu pai certo dia: ‘Há tempo de comer pão-de- ló, e há tempo de lamber corrente!’. E não é que ele tem razão? Poucos são os privilegiados que não passaram por dias nublados. E depende muito do ponto de vista. O que significa crise? Muitos acham que apenas a falta de dinheiro é problema. Não se lembram de ‘questões de outra ordem’ que podem levar as pessoas ao fundo do poço. Você pode ter muita grana e saúde de menos. No campo amoroso nem cartão de crédito resolve a situação de corações solitários e amargurados. As drogas e a bebida podem causar o inferno na terra para uma família.

Seja qual for o motivo da perturbação, saber lidar com essas turbulências é sempre difícil. Para muitos a vida fica sombria. Frases e frases já foram proferidas por ‘pensadores’ para ao menos tentar amenizar essa ‘dor de espírito do ser humano’: ‘É difícil, eu sei… Mas às vezes a única opção que a gente tem é continuar sendo forte’, ‘Já experimentou acreditar em você? Tente…você não faz ideia do que é capaz.’,‘Acredite em si próprio e chegará um dia em que os outros não terão outra escolha senão acreditar com você’.

Cada pessoa busca sua verdade e se ela está em um livro, em uma igreja ou no conselho de um amigo, não interessa. O importante é que traga conforto e sabedoria para lidar com suas aflições. Que traga bom-senso ‘porque a esperança é a última que morre’…